Como reduzir os riscos ao participar de uma licitação

Depois de ter feito todos os procedimentos de cadastramento e a regularização de possíveis pendências, certamente sua empresa estará apta a fornecer para a administração pública, porém deve-se prosseguir com muita cautela, disciplina e organização, para reduzir riscos ao seu negócio. É fundamental compreender o objetivo da licitação, avaliar os valores, os prazos, as regras, […]

Criado em 11 dez 22

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Por Amanda Noveletto

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Como reduzir os riscos ao participar de uma licitação

Depois de ter feito todos os procedimentos de cadastramento e a regularização de possíveis pendências, certamente sua empresa estará apta a fornecer para a administração pública, porém deve-se prosseguir com muita cautela, disciplina e organização, para reduzir riscos ao seu negócio.

É fundamental compreender o objetivo da licitação, avaliar os valores, os prazos, as regras, as multas, as punições cabíveis e etc, pois são vários os fatores que determinam os graus de riscos de participação em uma licitação pública.

No momento de tomar a decisão de participar ou não de uma licitação deve-se analisar:

1 - A capacidade de produção e entrega dos produtos, pois muitos editais possuem prazos curtos de entrega do material ou serviço;

2 - A possibilidade de um imprevisto. Caso haja uma intempérie, como por exemplo, uma seca ou alagamento, e perdesse toda a sua produção em um determinado mês, ainda assim, teria condições de suprir esses recursos e honrar a entrega?

3 - Quais são os custos diretos e indiretos, como de transporte por exemplo. Imagine o fato de que a empresa é do Rio Grande do Sul e participa de uma licitação no Acre, o custo da entrega não poderá ser algo desprezível.

4 - A qualidade e o real produto a ser entregue, as vezes a pressa nos leva a não entender realmente o que o edital está pedindo, então pondere: a sua empresa tem condições de substituir algum produto, ou todos, caso eles não sejam aceitos pelo comprador?

5 - O preço mínimo para a oferta. O preço mínimo cobre todos os custos? Este preço deve conter todos os custos e a margem de lucro considerada segura para o processo.

6 - Caso haja atraso no pagamento, esse atraso não vai comprometer o andamento de todo o negócio? Trata-se de um risco que poderá levar a sua empresa a ter prejuízo, comprometendo, inclusive, sua sobrevivência.

7 - O fornecimento exigirá gastos com contratação de mais mão de obra ou qualquer outro? Ou seja, sua empresa consegue se comprometer com essa entrega sem prejudicar o dia a dia da empresa/produção?

8 - É possível realizar essa entrega sem que ocorra um esvaziamento da capacidade produtiva/estoque? A não ser que licitações seja a sua única fonte de lucros, você deve lembrar que será necessário ter estoque para que as vendas prossigam depois da entrega dos produtos da licitação.

9 - As vezes as Administrações Públicas atrasam os pagamentos por problemas internos, de natureza burocrática. Você deve conhecer claramente os passos para receber o dinheiro (O Órgão para o qual pretende fornecer está pagando em dia? Se não está, atrasa quanto tempo? Alguns dias? Meses?). Conhecer a realidade sobre o pagamento das compras permite nos prepararmos para efetivamente obter êxito no fornecimento para a Administração Pública.

Calculando como reduzir os riscos

Veja agora como calcular os riscos para participar de uma licitação pública.

O que definirá o risco é a quantidade de respostas marcadas como ”SIM”:

• ALTO – caso marque 9 vezes a opção “sim”, a sua participação na licitação será considerada de alto risco.
• MÉDIO – se forem marcadas de 7 a 8 vezes a alternativa “sim”, o risco da participação será tido como mediano.
• BAIXO – caso selecione “sim” 6 vezes, a participação será julgada de baixo risco.

Mediante essa margem de perigo, são sugeridas ações que devem ser tomadas.

ALTO RISCO: O que fazer?

  1. Não participar da licitação ou do processo de aquisição.
  2. Procurar processos de valores mais baixos ou com condições objetivas em que sua oferta possa ser mais competitiva.
  3. Tentar concorrer apenas em itens da licitação e não no processo como um todo.

MÉDIO RISCO: O que fazer?

  1. Decidir, com a sua equipe, se o risco vale a pena.
  2. Prever alternativas, garantindo reserva financeira, estoque e preparo para atrasos de pagamentos.
  3. Participar de diferentes licitações e de processos com valores mais baixos (Cotações Eletrônicas), ofertando apenas em itens da licitação.

BAIXO RISCO: O que fazer?

  1. Participar da licitação.
  2. Procurar aprender, ganhando processos de valores baixos ou concorrendo em itens, e progressivamente partir para licitações de valores maiores ou com gestão de contratos.
  3. Repetir o processo para tornar a compra governamental uma fonte recorrente de lucro, com baixo risco.

Nesta análise, a sua empresa poderá, com segurança, identificar se deverá seguir no edital ou tomar medidas adicionais para diminuir o risco de sua participação no processo licitatório.

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